terça-feira, janeiro 13, 2009


Muito se fala, pouco se conhece e o quê se faz...?



Durante estas semanas, você pôde ter um aperitivo dos elementos que compõem a cultura hip-hop e parte de suas histórias.
Como em todo e qualquer seguimento cultural de contestação, há àquela “banda podre”, que, independente de sua cor, raça, credo ou estado social, se apropriam do hip-hop para o seu beneficio individual. Não desqualifico em nenhum momento o trabalho dos autênticos questionadores do cotidiano, que, através de sua rima aproximam a sociedade para uma discussão evitada, todavia, não posso atar minhas vistas para aqueles alguns, que se apresentam em um discurso arrojado, declarando-se os “porta-vozes da periferia”, apropriando-se do rap como o divulgador de um caos sem soluções, fazendo transparecer sua maldade intencional, bem similar à atitude muitos políticos no Brasil, que se mantêm em seus cargos a custa do estado de miséria da maioria. Já imaginou se as coisas melhorassem neste momento a respeito da pobreza e da violência nas periferias do país? Talvez, muitos destes “artistas urbanos”, se considerariam desempregados devido a ausência de assuntos calamitosos para nutrir suas inspirações musicais. Por outro lado, há também aqueles, que, pelo fato de nunca terem feito parte do contexto social de exclusão, preferem voltar suas atenções e interesses unicamente para o lado do entretenimento, alijando por completo os conceitos pregados pela Universal Zulu Nation. Para estes, o que importa é ganhar muito dinheiro imitando os incoerentes comportamentos dos clipes de rap gringo. Só Deus sabe o que estas pessoas vão abraçar na próxima temporada...!
Sendo assim, baseado nos critérios do hip-hop, há 5 anos, resolvi iniciar uma pesquisa que se aprofunda nos ensinamentos de consciência política, conhecimento, sabedoria, entendimento, liberdade, justiça, igualdade, paz, união, amor, respeito, responsabilidade e diversão, superação de desafios, vida, verdade, fatos e fé – modelos básicos que constituem a definição do 5o principal elemento difundido por Bambaataa – que se originou em um livro, ainda sem editora: Acorda Hip-hop! Despertando um Movimento em Transformação. O livro aborda com detalhes, como se deu o nascimento de cada elemento, e, posteriormente, o surgimento da cultura hip-hop e a sua chegada no Brasil, dando seguimento a sua adequação em nosso próprio ambiente cultural. O segundo momento do livro, aborda dezoito problemas existentes em nosso ecossistema ideológico, que se transformam em capítulos passivos de discussão, daí, personalidades do meio e membros não tão conhecidos, mas com peso de conteúdo participativo, abrem suas opiniões, a fim de o leitor, possa formar sua opinião definitiva em relação ao nosso movimento. O Acorda Hip-hop!, também contará com um variado acervo de fotos e matérias de jornal, que demarcaram a presença do hip-hop nos EUA e Brasil, caricaturas e mapas explicativos sobre os estilos do graffiti e as danças de rua.
Independente do que se venha pensar, sobre a elaboração desta obra, o verdadeiro interesse deste projeto, além de desencadear uma rica discussão sobre o assunto, é despertar nos membros e simpatizantes do movimento, o amor pela leitura e pelo conhecimento a cerca do próprio hip-hop e toda realidade a sua volta....

Um comentário:

Nícholas Fernandes Gimenes disse...

Oi Sunny! Obrigado por estar acompanhando meu blog!

pq vc não coloca o negócinho de Seguidores no seu blog tb? ai fica fácil pras pessoas acompanharem seus posts!

abraço!